Cerca de 60 por cento da população em Angola, estimada em mais de 25 milhões de habitantes, tem acesso à água potável, avançou, em Brasília, o ministro da Energia e Água, João Baptista Borges.

João Baptista Borges disse, à margem do 8º Fórum Mundial da Água, que  a  principal  preocupação  do Executivo é aumentar a  taxa de acesso nas zonas urbanas, que deverá  atingir 85%, nos próximos cinco anos.

Para população das zonas rurais, a meta é atingir uma taxa de 80 por cento, segundo o ministro.

A distribuição de água potável à população continua a constituir  uma das principais  prioridades do Executivo, para os próximos anos, de acordo com  o titular da pasta.

Para o ministro,  ainda há muito trabalho a ser feito neste  sub-sector, a julgar  pelos projectos  de infra-estruturas que devem ser implementados.

Angola participou na Conferência Internacional de Alto-Nível sobre a Década Internacional para a Acção "Água para o Desenvolvimento Sustentável", 2018-2028, realizada em Dushanbe, República do Tadjiquistão.

A delegação angolana foi chefiada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, em representação do Presidente da República, João Lourenço, de acordo com uma nota de imprensa do ministério a que a Angop teve hoje acesso.

A conferência, organizada por iniciativa do Presidente da República do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, decorreu sob o lema: Promovendo acções e diálogo político sobre a água, para o desenvolvimento sustentável, e contou com mais de mil participantes.

Esse fórum teve por objectivo a abordagem dos caminhos sobre os quais os Estados Membros, as Nações Unidas e suas Entidades, de outras Organizações Internacionais e Regionais, Instituições Financeiras Internacionais, Sector Privado, Sociedade Civil e outros “Stakholders”, possam contribuir para a Década 2018 – 2028, visando garantir a implementação da Agenda (2030) para o Desenvolvimento Sustentável.

A conferência marca o lançamento da Década Internacional para a acção “Água para o Desenvolvimento Sustentável”, consagrada no dia 22 de Março em Nova Iorque pela Organização das Nações Unidas.

Na sessão de abertura, que contou com vários Chefes de Estado, ministros e altos funcionários do sector das águas de vários países e de organizações internacionais, o Presidente da República do Tadjiquistão realçou a importância do fórum e garantiu que o seu país continuará comprometido com todas as iniciativas que visam o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente no que concerne ao seu ponto 6 “ODS 6”.

Dividido em diversos painéis, a conferência analisou, entre outros temas,  Água Potável e Saneamento, Gestão Integrada de Recursos Hídricos, Eficiência e Produtividade, Qualidade da Água e Ecossistemas, Capacitação e Melhoria do Conhecimento e da Educação, Comunicação Relacionada com a Água, Advocacia, Parcerias e Redes, Nexus Água, Alimento, Energia e Ambiente.

Alterações Climáticas e Redução dos Riscos de Desastres, Sustentabilidade da água nas Cidades e Assentamentos Humanos, Financiamento, Investimento e Infra-estruturas Resilientes, Cooperação Transfronteiriça e Diplomacia da Água, Água para populações Vulneráveis, Incluindo Refugiados e Emigrantes, figuraram do leque de temas abordados.

Nesta reunião, ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges, durante o seu discurso, destacou a importância que o Governo de Angola consagra a Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos.

Enumerou várias acções, como a criação do Conselho Nacional de Águas, como órgão consultivo permanente do Presidente da República e de coordenação e articulação entre os diferentes sectores, ligados directa ou indirectamente ao planeamento, gestão e utilização dos recursos hídricos, no contexto das bacias hidrográficas, quer nacionais, quer compartilhadas pelo Estado angolano com outros Estados.

O governante realçou também a elaboração do Plano nacional de águas e dos Planos Gerais de Utilização dos Recursos Hídricos das principais bacias hidrográficas do país, já elaborados, tendo referido que estes importantes elementos de planificação estão alinhados ao Plano de Desenvolvimento 2018-2022, no qual os Nexus Água, Alimento, Energia e Ambiente merecem o devido destaque, no quadro do Desenvolvimento Sustentável.

Nesta missão, o ministro fez-se acompanhar por altos funcionários do sector, como os directores Nacional de Águas, do Gabinete de Intercâmbio Internacional, do Gabinete das Bacias Hidrográficas do Cunene, Cubango e Cuvelai.

O Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, trabalhou no dia 30 de Maio, do ano curso em Cabinda, onde cumpriu uma vasta, visita de trabalho de 48 horas, para inteirar-se sobre o grau de funcionamento das infra-estruturas do Sector que dirige e avaliar o cronograma de execução das obras do sector, em curso naquela província.

O Ministro foi recebido pelo Governado da Província, Eugénio César Laborinho, com quem manteve um encontro, logo a sua chegada.

A jornada de trabalho de João Baptista Borges a província mais ao norte do País, começou com a constatação in loco das obras de construção do novo Sistema de Abastecimento de Água potável de Cabinda. Na ocasião, foram dadas explicações do grau de execução das obras da Estação de Captação, Estação de Tratamento de Água e do Reservatório de Cabeceira em Sassa Zau. As obras estão ao cargo da empreiteira chinesa CR20 desde 2017 e o Reservatório de Cabeceira e Captação, Lote 1, têm o término previsto para 2019.

Os governantes visitaram a Central Térmica de Malembo na cidade de Cabinda, Vila de Lândana, com três turbinas instaladas, tendo esta o funcionamento condicionado devido a paralisação temporária de uma das turbinas, devido a uma avaria registada. A reposição plena da capacidade desta Central, prevê-se para daqui a dez dias, após recepção dos componentes já encomendados.

Seguiram-se as visitas as obras de construção das subestações da ENDE de 60/30 do Sende assim como a do aeroporto.

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